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Roubos batem recorde histórico no Rio em 2017; veja áreas onde crime mais cresceu

  • 26 JAN/18
  • ABSEG
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Em 2017, o Estado do Rio registrou 230.450 roubos, média de um caso a cada dois minutos. A quantidade, que engloba todos as modalidades do crime, do roubo a pedestres ao de cargas, representa um recorde histórico: é a maior desde que o Instituto de Segurança Pública (ISP) começou a contagem das incidências criminais, em 1991. Em relação a 2016, os roubos tiveram um aumento de 10%. A área onde este tipo de delito mais cresceu foi a Zona Norte da capital: sete das dez delegacias que apresentaram maior aumento na quantidade de registros ficam na região.

O aumento ainda poderia ser maior, afinal, entre meados de janeiro e o início de abril, a Polícia Civil estava em greve e, na maior parte das delegacias distritais, os agentes passaram a registrar somente crimes mais graves como homicídios, sequestros, estupros e roubos de carros. Um levantamento feito pelo EXTRA em fevereiro do ano passado revelou que os registros de roubos contra pedestres e de celulares caíram mais de 70% somente no primeiro mês da paralisação, em comparação com o ano anterior.

As seis unidades que estão no topo do ranking de delegacias com maior aumento de crimes formam, praticamente, um corredor entre os bairros da Tijuca e de Madureira, passando pelo Méier. A 26ª DP (Todos os Santos), onde os roubos aumentaram 76%, lidera a lista, seguida pela 25ª (Engenho Novo), que apresentou variação de 57%, e pela 19ª DP (Tijuca), com 53% mais roubos que em 2016. A 29ª DP (Madureira) é a quarta do ranking, com 49% de aumento, seguida pela 18ª DP (Praça da Bandeira) e pela 17ª DP (São Cristóvão), que apresentaram variação de, respectivamente, 41% e 40%.




Pior resultado desde o início da contagem

Se a taxa de roubos por 100 mil habitantes a cada ano for considerada, 2017 também tem o pior resultado desde o início da série histórica: foram 1.369 crimes por cada 100 mil habitantes em todo o estado, contra uma taxa de 1.255 registrada em 2016 — segundo ano do ranking das maiores taxas desde 1991.

A área que registrou a maior quantidade total de roubos em 2017 foi a da 64ª DP (São João de Meriti), onde aconteceram 9.874 ao longo de 2017. A região, entretanto, apresentou uma diminuição de quase 3% nos roubos em relação ao ano anterior. A 59ª DP (Duque de Caxias) e a 34ª DP (Bangu), segunda e terceira colocadas, registraram, respectivamente, 9.792 e 8.266 crimes. Nas duas regiões, os roubos aumentaram em relação a 2016: no bairro da Zona Oeste, a variação foi de 24%; já na área da Baixada, o aumento foi de 8%.

As regiões que apresentaram maior aumento nos registros de roubos de celular, entretanto, ficam na Zona Sul. Entre as três delegacias com mais registros desse tipo, duas ficam na região. A 15ª DP (Gávea) lidera o ranking, com aumento de 141% nos casos em relação a 2016. A 12ª DP (Copacabana) é a segunda colocada, com variação de 128%. Em terceiro lugar vem a 7ª DP (Santa Teresa), com 125% de roubos a mais.

Já quanto aos roubos de veículos, três áreas da cidade do Rio dobraram os registros em relação ao ano anterior. A 25ª DP (Engenho Novo) lidera, com variação de 97,5%, seguida pela 10ª DP (Botafogo), que apresentou aumento de 97,4%. Fecha a lista a 37ª DP (Ilha do Governador), com 96,7% mais roubos.

Quanto aos roubos contra pedestres, a delegacia da Tijuca apresentou a maior variação em relação ao ano anterior: 38%. Em segundo lugar ficou a 26ª DP (Todos os Santos), com um aumento de 37%. A terceira área com maior crescimento foi a da 50ª DP(Itaguaí) — única da Baixada entre as dez com maiores variações —, com 36%.

Praça da Bandeira teve cinco vezes mais homicídios

Em todo o estado, os homicídios dolosos tiveram um aumento de 5,8% na comparação entre 2017 e 2016. Algumas áreas da Região Metropolitana, porém, registraram aumentos bem maiores. A 13ª DP (Ipanema), que não tinha registrado nenhum caso em 2016, teve seis mortes no ano passado. Na área da Praça da Bandeira (18ª DP), os casos foram multiplicados por cinco, passando de dois em 2016 para dez em 2017. Outras áreas com grande aumento foram a da 10ª DP, em Botafogo (quatro para 18 registros), da Rocinha (cinco para 18 casos) e da 37ª DP, na Ilha, onde as mortes passaram de 22 para 45, um crescimento de 104%.

Flavio Porto, CEO da Proterisco, considera:

“Mais um ano começa e recebemos as estátisticas, qual a surpresa? Nenhuma. Sem novos investimentos em segurança, equipamentos, salários, UPPs minguando, até o Exército foi para rua, a Força Nacional também. Onde está o erro?

O Rio de Janeiro é o retrato de quase todo o Brasil, a violência assola a sociedade. O desenvolvimento social, a impunidade o sistema carcerário são os atores desse filme, essa batalha sem fim a que assistimos. O turismo, os novos negócios a educação a saúde…não há um canto desse Estado, cuja rotina não tenha sido alterada pela violência.

A polícia que mais mata no mundo também é a que mais morre. Não há uma fórmula mágica, há um caminho longo que deve ser iniciado o mais breve possível, como? Intervenção federal? Com uma nova legislação?

Pois é, esqueçam o discurso eleitoral de 2018. A verdade está na rua”.

https://extra.globo.com/casos-de-policia/guerra-do-rio/roubos-batem-recorde-historico-no-rio-em-2017...


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